domingo, 13 de novembro de 2016

A arte alquímica de Tunga


Arte é deslocamento. Redescobrir coisas. Liberdade: deslocar a função do sujeito contemplativo para um sujeito que participa, interage, questiona. Sujeito que compreende que a poesia está em toda e qualquer linguagem. 

Falar de/com/para Tunga tem sido um exercício genuíno de liberdade, autodeterminação. Chega a ser difícil nomear suas linguagens, tenho medo de ser simplória ou prolixa demais. Dualidade. Antagonismos. Energia de conjunção. Suas obras falam do amor pela bagunça de misturar as coisas em prol da transformação.Seu olhar complexo é trabalhado com rigor desde os variados materiais empregados ao questionamento suscitado. Sua obra fala do mistério da vida, das histórias que existem no devir de uma gota d'água. 

A verdade é que no momento em que não sei, começo a aprender. No momento em que o não saber surge (mistério), o elemento surpresa que vê o mundo como mistério é o que nos move a compreender esse mundo, a ir além. 

Segue uma curadoria de imagens que me afetam a ir além:











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