segunda-feira, 4 de julho de 2016

A mulher real da DIOR (FALL 2016)



Aqui tem mulher real, forte, pé no chão, easy and hard. Por que não ambiguidade? Por que não imaginar alta-costura com flats? A quarta coleção apresentada por designers interinos da maison Dior cuja trilha sonora foi sensualmente conduzida por Duran Duran (The Chauffeur) transmite o reposicionamento do DNA de uma marca forte com o universo e inconsciente criativo e mutante que estamos vivenciando. 

Não é no mínimo interessante pensar em Cara e Kristen como as musas da Chanel? Ou do deslocamento de todos os possíveis eixos e referenciais? Ambiguidade porque os materiais são preciosos, o design refinado, a modelagem impecável, o local é a tradicional maison da Avenue Montaigne (Paris) mas a mulher é transgressora, oversized, OVERTHINKER. Belo styling (como não amar a imagem natural e extremamente imponente?). Mulher essa que marca e desloca a cintura ao mesmo tempo. Brinca com os contrastes (que vão além da predominância do preto e branco na cartela de cores), explora as texturas, vai caminhando e traçando seu caminho com a leveza e o impacto de quem sabe que a vida é sim um enigma. Enigma esse que merece ser perseguido, marcado (leia-se lindas aplicações assimétricas, incluindo os acessórios incríveis) e desnudado (leia-se belas transparências) da forma mais genuína possível. Bom trabalho! 

hope you enjoy:





(Dior’s Haute Couture salon at 30 Avenue Montaigne in Paris - a locação também foi utilizada por Christian Dior’s no seu primeiro desfile em 1947. Obs: a maison concentra o ateliê e todas as operações da Dior).




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