quinta-feira, 28 de julho de 2016

A Moda como expressão Artística na Contemporaneidade.




(Alexander McQueen F/W 12 Campaign)



O indivíduo utiliza a moda como veículo de expressão de um processo visual de criação onde se é apreciado teoria, crítica, estética. Visualidades que rompem as fronteiras da telas, ruas, redes e passarelas. A existência de formas, texturas, linhas e cores variadas em suas incontáveis combinações formulam um pensamento estético e crítico em arte operando novas teorias, dissolvendo barreiras.

A moda como arte: expressão artística de um indivíduo ou de um povo que representa o cotidiano, emoções, estrutura o pensar e marca o contexto histórico através de suas intenções semânticas e morfológicas.

 ("Carolina’s Feast". Photographed by Boris Ovini for A Magazine) 

É intrigante como o contemporâneo tem por essência a rapidez e fluidez de mensagens codificadas em imagens. 
 
Sabe-se que até o século XIX o corpo ornamentado por signos da cultura servia à confirmação de hierarquias sociais. Na era atual, o indivíduo utiliza seu corpo como território para onde são deslocadas e realojadas relações, instâncias da vida cotidiana e manifestações de discursos artísticos e científicos. 

O indivíduo é palco para o vestir de uma moda arte que o deixa livre para a manipulação de visualidades que refletem o seu contexto histórico, que refletem o contemporâneo. A moda sempre buscou vários caminhos. Processos internos, acontecimentos diversos sociais, métodos culturais, políticos e econômicos se entrelaçam para esculpir, pintar, modelar, costurar, grafitar teoria, crítica, estética e pensamento. 

 (Camisa de força por Lygia Clark)

Atualmente, o indivíduo não se restringe a estilos ou gêneros fechados por regras e códigos. A moda como arte se faz de experimentações fluidas e transitórias. Moda para admirar, arte para vestir.  

A moda como expressão artística faz parte dessa dinâmica mutante que é a construção da subjetividade dando-lhe movimento e inventando diferentes maneiras de perceber o mundo e de nele atuar. A moda assume na pós-modernidade a: 

“forma mais explícita e contínua, o estatuto de representação de aspectos da experiência humana. Ela torna-se instrumento, personalização do indivíduo, “palco” para a dramatização do self.” (BRANDINI, 2007, P.12). 

                                                 (comme des garcons 1980) 
 

(Issey Miyake June 2014) 

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(Louise Bourgeois)  

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