domingo, 13 de dezembro de 2015

Uma breve história sobre o tempo




O tempo, a lua, o amor: elementos místicos para mim. O tempo que cura, que clama pela vivência no presente e que ao mesmo tempo mostra: tu é isto. Nada mais importa. A lua que emana sua energia e que afeta a quem a ela se dedica. Contemplação. Sorte ou acaso? Chegamos no amar que intimamente se liga com a admiração, com a arte da expressão. A paixão vem do expressar não-verbal que governa a linguagem das energias, dos símbolos embutidos de valores intangíveis. Por nenhum momento desejei não estar aqui agora, mas que mal há em também desejar estar aí? Por (pré)conceitos de ordem cultural, moral ou bestial.. as pessoas deixam de vivenciar todas as experiências sinestésicas que o tempo, a lua e o amor oferecem. Sem os três a vida perderia o seu propósito. Sem os três a arte não seria possível. 

No último dia 24 perdi uma parte de mim, enquanto ao mesmo tempo literalmente ganhava outras tantas partes que vinham sendo moldadas, esculpidas e pintadas com tanto amor e paixão. Desenvolvi pensamentos, troquei ativamente experiências, energias, magias e agora percebo como um luto bem resolvido desenvolve a aquisição de novas possibilidades antes não visíveis. O retorno do objeto idealizado só acarreta um ciclo que impede a entrada na posição real de reparar, perceber, constatar que o duplo é individual, é triplo, é múltiplo. 

O objeto sempre será a arte em sua mais simples expressão . Sem ela não há vida. Independe do quê, de quem, de como, do porquê. Independente de você, dessa ou daquela instituição ou sistema.


Renata Santiago 
21:30

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