domingo, 2 de agosto de 2015

Design Thinking:inovação começa com a observação


Concordo: adultos criativos são crianças que sobreviveram.

O foco no pensamento analítico e convergente na educação é tão dominante que a maioria dos alunos sai da escola acreditando que a criatividade não é importante ou que é privilégio de alguns poucos excêntricos talentosos.

Crianças que não perderam a paciência de observar e o doce ato de experimentar, divergir, ouvir: assim são os adultos que sobreviveram. Crianças que aprendem instintivamente a agir (e respeitar) o grupo. Crianças que sobreviveram ao doce interlúdio de acreditar e vivenciar as energias sem preconceitos ou máscaras.

Crianças que sobrevieram viram adultos autênticos. Adultos espontâneos. Adultos que falam aquilo que sentem e que vão direto ao ponto seja da maneira mais simples ou mais rebuscada. Cada um à sua maneira estilística. São crianças que antes de tudo respeitam o outro.

Formigas e colmeias são bons exemplos a seguir com todas as suas complexas e ao mesmo tempo simples funções e papéis a desempenhar. A maravilha é que devemos pensar de forma diferente mas para isso também precisamos exercer o livre arbítrio e respeitar a inteligência individual de cada um. 

Como podemos criar sistemas extremamente flexíveis e em constante evolução nos quais cada interação entre os participantes é uma oportunidade para exercitar empatia, insight, inovação e implementação? Acredito que cada interação é uma pequena oportunidade de tornar o contato mais valioso e significativo para todos os indivíduos. 

Por Renata Santiago

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