terça-feira, 16 de junho de 2015

Eu renata, hoje.



Tão bom poder voltar para dentro. Tão bom passar meses imersa em um processo intenso que resultou em descobertas, viagens e crescimento de ambas as partes. Hoje sinto uma sensação gostosa de que a missão é diária e o caminho por si só é o mais gostoso. Tenho lido muito Freud. Ando perdida em 1930: entre a sexualidade feminina e o mal estar na civilização. Baby, be kind. Baby, be kind. Gentileza e autenticidade são virtudes raras e essenciais. A doce e muitas vezes detestada humildade sempre se destaca. Devendra Banhart está dançando nos meus ouvidos e coração há duas semanas. Que som maravilhoso! Que artista sensacional. A vontade de me aventurar sem parar nas palavras é tanta que chego a me perder na profusão de pensamentos e sentimentos coloridos que desejo passar.

Tenho paixão platônica pela solidão. Quando chegamos perto uma da outra, me deleito.

Também estou feliz da vida porque o conceito da próxima coleção de verão nasceu. E que beleza será! A criação é a mãe de todas as coisas. A paixão pela arte, pelo pulsar, pelo olho brilhando é o que me impulsiona. O conhecer o desconhecido, a busca incessante pelo novo, pelo que estar por vir. E pelo antigo que sempre retorna mesmo que disfarçado. How can I tell? Cause I see beauty in everywhere.

Eu fico com o simples, com o prático, com o funcional. Eu fico com o exagero de amor. Eu fico com a ética de respeitar o lugar e a grandeza do outro. Projetos maravilhosos sempre acontecem. Hoje consigo apurar o desnecessário do essencial. Para que gastar forças com o joio? Poucos e bons sempre.

Renata Santiago



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