terça-feira, 14 de outubro de 2014

14 de Outubro de 2014: para ele e para mim



EXPRESSÃO (expressar ação sem pressa sem pressão)

Ontem você me falou para parar tudo e voltar para mim. "Vai ler o que você sempre escreveu, você disse.". Fui correndo atrás das minhas antigas agendas e mil cadernos espalhados pelo tempo. Percebi que esse resgate também deveria ser feito vasculhando os anos inicias do nosso blog. Anos loucos de criação e descoberta conceitual de tudo que me move. Quantos textos espontâneos, inocentes e desmedidos. Quantas palavras carregadas de afeto, quantos sonhos, quanta coragem.

"Whatever tomorrow brings i will be there.."

7 anos se passaram de blog, 8 anos se passaram de moda. Quantas pessoas, quantas marcas.. sinto que estou em um momento de retorno a mim mesma. Em um momento em que Zaratustra se volta para a caverna, entra em si mesmo para resgatar aquilo que de início o motivou a sair.

Assim me sinto: precisando limpar a mente, deletar arquivos e imagens, arquivar sentimentos e fases, computar aprendizados. E re(nascer), re(iniciar) como sempre faço. Não seria por acaso que constatei no meio dessa escrita que hoje é dia 14 de outubro. A data sempre mexeu comigo. O texto saiu do bloco de notas e veio para o blog: mais um ato de coragem. Não seria coincidência que em vários desses anos eu estive aqui, nessa mesma data, me dirigindo ao teclado e a mim mesma. Aquela velha saudade de se viver o que nunca vivi, o que nunca vou viver. Mais um aniversário de vida daquele que não conheci por inteiro e que mesmo assim vive em mim tão forte que não há como racionalizar.

O Davi nasceu pai: e ele tanto me lembra você. Eu e o Ivo somos padrinhos, você não imagina o quanto isso me faz lutar por um mundo melhor. Nós nos mudamos para o nosso lar construído dia após dia com muita luta e dedicação: estamos mais fortes e unidos do que nunca. O Alexandre casou com uma mulher para lá de parceira e especial. Nossa família continua se encontrando na correria do acaso, dividindo almoços, jantares e papos cabeças. Hoje não tomarei uma cerveja em sua homenagem, mas acabo de tomar um café. Continua firme e forte cuidando de tudo por aí.








Viver tanto para motivar o outro tem dessas: te ajudo a se encontrar, mas entre um encontro e outro é inevitável o ato de me perder. A exposição é uma moeda de dupla face:  me faz feliz mas também me cega para o que mais profundo tenho em mim. Por muitas horas, dias, meses e hoje percebi que anos não me permito parar. [ Mas assim o farei ]. Vou parar, vou voltar, vou seguir, vou retornar. Não vou olhar para o lado, não vou olhar para trás, vou olhar para dentro e assim me posicionarei.

Vamos juntos?


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