quinta-feira, 27 de junho de 2013

A transferência para a psicanálise

(Sigmund Freud)

A transferência ocorre em todas as nossas relações e não é um fenômeno exclusivo da análise, pois ela é algo universal e reside na mente humana.

Para a psicanálise a transferência tem um papel fundamental no processo de "cura", se configurando como a sua força propulsora. Vale ressaltar que a transferência se constitui como uma regressão do sujeito, pois suas primeiras relações são revividas em análise. Isso acontece já que as relações parentais são atualizadas agora voltadas para a figura do analista, este terá o papel fundamental de realizar o manuseio desta transferência para o bom funcionamento da análise.


Desta forma, a transferência é a reedição das primeiras relações do sujeito. Ocorre uma repetição de seus modelos infantis, figuras parentais e seus substitutos. Há um deslocamento do papel das pessoas do passado para as relações do presente. Assim sendo, sentimentos, desejos, impressões dos vínculos parentais são revividos de forma atualizada.

Por fim, para que a transferência ocorra de forma satisfatória, é fundamental que o analista mostre o mínimo possível de si mesmo e propicie um espaço para que o paciente possa fantasiar sobre um saber atribuído à figura do analista. Sujeito Suposto Saber.

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