quarta-feira, 5 de junho de 2013

A Função Paterna para a Psicanálise


 (Arte: "A Metamorfose de Narciso" - Salvador Dali) 

Semana passada dialogamos sobre a importância da Função Materna para o desenvolvimento do indivíduo (clica aqui para ler o texto completo). Hoje falaremos sobre A Função Paterna para a psicanálise. Ela tem o papel de barrar a relação sem limites da mãe e o filho, vem para impor a lei à princípio irrestrita para a criança. Vale ressaltar que não necessariamente o pai biológico será aquele que irá exercer tal função.

Primeiramente a criança cria e entende que o mundo é uma extensão de si própria. Não consegue ver separação entre si e os objetos que o cercam. Dessa forma, a mãe e a criança são um só.

A pessoa que exerce a função paterna irá se introduzir nesta relação e de certa forma dirá ao filho: "a mãe é minha e não sua". E neste movimento o filho terá que deixar suas fantasias incestuosas de lado e passará a se diferenciar dos objetos que o cercam, podendo mais tarde procurar alguém ao qual poderá se relacionar.

A introdução do pai na relação mãe-bebê irá depender muito da mãe. Caso ela descredibilize a figura paterna, acabará atrapalhando que o pai exerça sua função. Algumas mães dificultam este momento de separação do filho pois elas não querem que isto ocorra. Porém, acabará  alimentando a fantasia incestuosa do filho o que poderá acarretar dificuldades no seu desenvolvimento. É importante que a mãe esteja atenta à forma como trata o pai, de seus pensamentos sobre ele, isto será significativo para que a função paterna se exerça com êxito.

Resumidamente, a mãe tem a tarefa de dar os cuidados e investimento libidinal para o filho, já o pai terá a tarefa da castração, do interdito do incestuoso o que acarretará que o filho possa se constituir como indivíduo separado do todo e ciente das leis sociais.

Não deixe de comentar sugerindo temas, curiosidades e dúvidas. Até a próxima.


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