sábado, 16 de março de 2013

Sobre limites e glorificações


Sinto falta de escrever sem tanto compromisso nesse espaço visitado diariamente por vocês, poucos e bons. Me permitam um devaneio em pleno sábado?! Já faz uns dias que venho pensando sobre "dias de luta, dias de glória". E, principalmente, sobre o vício que hoje possuímos em valorizar em demasia o cansaço exarcebado oriundo das atividades de trabalho. Nada mais chato, concordam?!

Fico pensando sobre tantas outras coisas mais relevantes que poderíamos nos orgulhar, como a capacidade de doar sem receber ou como a capacidade de tratar bem quem a gente "não precisa para nada". Mais ainda, fico pensando o quanto todos precisamos de todos sabe.. e isso vai bem mais além do "lance" financeiro. Há espaço para todos, há limites para todos. 


A gente vale mesmo é por aquilo que conseguimos fazer de bom para os outros, para a gente, para o mundo. "O que você faz quando, ninguém te vê fazendo?!". A gente vale pela capacidade que possuímos de reconhecer "o lado bom da vida"  ou quem sabe pela capacidade de procurar "a nossa felicidade" dia após dia. A gente vale mesmo pela capacidade de conseguir amar e reconhecer que esse sentimento pode até não custar (R$$) nada, mas dá um trabalho danado. Amor é construção e não mágica. Amor é paciência, resiliência. Porque nossa realidade nada mais é do que uma invenção cercada por limites externos e desenhada por limites internos. 

Tenho aprendido que em muitos momentos o melhor é calar, embora tenha certeza que a descoberta de Anna O junto com Dr. Breuer lá na década de 1890 seja talvez uma das maiores (e melhores) revoluções de todos os tempos: a fala cura.  Limpar a chaminé é preciso.

E aí, do que você se glorifica?!

(Inspirações postadas durante a semana em nosso instagram - segue aí: @modaparamim)

Um comentário:

Diana Santiago disse...

Nossa!!! Amei demais! A mais pura verdade!

Bju