segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Sobre a evolução dos conceitos de beleza

Segunda-feira, semana nova. O início do fim do ano pede passagem e todos passamos a pulsar com mais intensidade. Ansiamos por viagens, mais momentos com a família, amigos. Ansiamos por festas, resultados e metas alcançadas. Sem dúvidas o final do ano é o momento perfeito para colher tudo aquilo que plantamos ao longo de tantos meses de trabalho, dedicação e "correria". Mas também é a época mais gostosa para se plantar novos frutos. Concordam?

E pensando que estamos sempre em evolução, refletimos que o conceito de beleza mudou ao longo dos séculos, mas sempre manteve a mesma característica: os valores culturais acabam por determinar os padrões estéticos. Vamos fazer uma retrospectiva?! 


1) Na Grécia Antiga, beleza era sinônimo de proporção e caráter. Valorizava-se a harmonia e simetria. O lema era: "O mais justo é o mais belo". 

Pense na Dama de Auxerre (arte presente no Museu do Louvre) 

2) Na Idade Média a beleza sempre esteve associada com o sobrenatural e a espiritualidade. As mulheres deveriam ter preferencialmente a aparência angelical e as expressões suaves. A magreza excessiva era vista com "maus olhos" e sinal de infertilidade. 

Pense no Retrato de Cecília Gallerani (obra de Leonardo da Vinci)

3) Já nos séculos XVI e XVII (época da Reforma Protestante) a imagem feminina começou a assumir uma postura mais austera e rígida. A sedução foi "disfarçada" e representada pelos espartilhos super apertados que afinavam a cintura da mulherada.

Pense no Retrato de Jane Seymour (obra de Hans Holbein) 

4) No século XVIII e início do século XIX, a melancolia e a subjetividade passaram a ser valorizadas. A beleza estava na imaginação e expressão dos sentimentos: a feminilidade era o grande objeto de desejo. 

Pense em Lady Lilith (obra de Dante Gabriel Rossetti)

5) No final do século XIX e ínicio do séc XX (1890-1920): mulher bonita era aquela que começava a pensar sobre emancipação. Era esbelta, queria dançar jazz, amava se maquiar (viva o batom vermelho!), queria o cabelo curtinho e vestidos de formas soltas (sem volume) que traduziam com maestria a forma liberta sobre a qual gostariam de ser vistas. 

Pensemos em Louise Brooks, Coco Chanel, Josephine Baker e Sarah Bernhardt.

6) A primeira metade do século XX foi marcada pela grande influência da mídia e do consumo. Independente do mood fatal ou do tipo mocinha, as mulheres desejavam ser e parecer como as grandes atrizes e musas do cinema.

Pense em Marilyn Monroe, Audrey Hepburn, Rita Hayworth e Brigitte Bardot.

7) É na segunda metade do século XX que entra em cena a ditadura da magreza. A mulher tem de ser jovem, forte, magra, com curvas e ainda assim ter seios fartos. Isso sem esquecer dos cabelos lisos, bem cuidados e do rosto perfeito: sem rugas ou marcas de expressão. Ufa! 

Pense em Kate Moss. 

8) Para encerrar a restrospectiva: o nosso modelo atual. Acreditamos que estamos vivendo a era da saúde e do amor próprio. Isso significa que a grande tendência para esse início de século XXI é a valorização de uma saúde saudável e correta. O combo exercício físico + alimentação balanceda nunca caiu tão bem! Lembram desse post (clica aqui para ver!) por uma saúde holística? É claro que ainda estamos super ligadas com os padrões estéticos, mas temos a consciência de que a maioria deles são simplesmente inatingíveis. Dessa forma, a melhor beleza é aquela natural, autêntica e que busca antes de tudo a VALORIZAÇÃO PESSOAL. 

Pense em Scarlett Johansson e Gisele Bündchen.

E para finalizar o post com aquela inspiração que a gente tanto ama, escolhemos uma imagem e um pensamento dela que independente da época, cultura ou tempo, será eterna pelo quesito de beleza mais importante de todos: espontaneidade. 

"Escolher o dia. Apreciá-lo ao máximo. O dia como ele vem. As pessoas como elas vêm. O passado, eu acho, me ajudou a apreciar o presente, e eu não quero estragar nada disso por idealizar um futuro." (Audrey Hepburn)

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