domingo, 15 de abril de 2012

Cobertura #DFB2012: RESUMÃO do último dia



Todo mundo já com saudades da semana de Dragão Fashion? Eu sei que sim. Por mais que a gente se canse da correria, das antipatias, ache chato ou injusto isso ou aquilo, não tem como não amar um evento de moda criado por gente como a gente e produzido com tanta paixão que chega a irritar em alguns momentos. Concordam?

Tenho orgulho de ser credenciada como blogueira há quatro edições. Tenho orgulho de sentar na segunda fila. Tenho abuso de ver quem quer ir contra as regras que existem e devem ser seguidas. Respeito cada cobertura realizada: desde aquela que se devotou apenas ao backstage e nos trouxe detalhes incríveis até àquela que só queria mostrar o seu look do dia e penteado. É assim que deve ser: diversidade. O preto só existe por causa do branco e assim vai. Assim é na moda e na vida. Opostos, contradições, paixões.

Acho que a palavra paixão define o Dragão Fashion Brasil. Por mais que em muitos momentos ele seja irritante ou arrogante, Cláudio Silveira (idealizador e diretor geral do evento) é um batalhador e merece que a gente o aplauda de pé. Isso mesmo. É por conta de características assim que ele chegou onde chegou. Ingenuidade nossa achar que ele não precisa de estilistas internacionais (que na verdade nem agradaram tanto assim o público) ou até mesmo valorizar muitas vezes quem vem de fora (imprensa e convidados em geral) para a roda continuar girando.

Desde que a organização esteja ciente que no ano que vem continue apostando e deixando lugar para os talentos daqui da terra que já deixamos bem claro que existem aos montes.

O Reality Project que o diga. O desfile liderado criativamente pela figura carismática de Jum Nakao mostrou para todos que moda boa é feita aqui no Ceará: com toque regional, casca artesanal e pegada moderna que pode e deve beirar a fantasia. E é aí que reside o maravilhoso: com todos os sentidos que essa definição carrega. 

Fui atrás de saber quem tinha criado o quê dentro da Indústria Criativa.

Francisco Matias, estilista que eu particularmente adoro e que participou do time, contou que a ideia do projeto não era exatamente mostrar quem criou cada peça, mas sim evidenciar o grupo todo, somar, deixando claro que o trabalho foi coletivo. Matias disse "claro que cada um tem suas expertises, mas... quem assina a criação é o próprio Jum Nakao. Todos somos responsáveis pelo sucesso do desfile". E foi esse clima de "a união faz a força" que começou e encerrou a edição 2012 do #DFB. Eu amei!



Vamos aos destaques do último dia: 

O desfile da riachuelo foi bem dinâmico e legal de se ver. Dividido em linhas temáticas, com referências a moda londrina e ao estilo natural. Vale ressaltar que os looks masculinos foram os que mais chamaram a minha atenção. Não curti o desfile do estilista Delfrance. Não curti o desfile da marca Handara. O internacional LeitMotiv foi frenético e apresentou um mix de estampas bem bonito.




O Concurso de Novos foi liderado pela Faculdade Santa Marcelina (SP).  Justo ou não, a Universidade Federal do Ceará ficou com o terceiro lugar e a Católica em último. Nas últimas 24 horas fiquei questionando o assunto, mas acredito que gosto é gosto, opinião é opinião e crítica de moda é pessoal: cada um acaba tendo a sua. Devemos respeitar o veredito e o profissionalismo dos jurados. Espero que vocês tenham curtido a cobertura realizada pelo modaparamim. 

Ano que vem tem mais.




Fotos: © Roberta Braga / Ricardo K. / Silvia Boriello

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