quarta-feira, 21 de março de 2012

Sobre tempos e contratempos


Tô pra ver algo mais relativo do que tempo. Tô pra ver algo mais fora de propósito do que o velho contratempo. No senso comum significa acontecimento desagradável, algo que chega para atrapalhar os nossos projetos, planos, metas tão importantes (e controladoras). Na música significa um tal compasso apoiado nos tempos fracos. Um passo de dança, como a vida.

E hoje foi assim: um daqueles dias recheados de contratempos. Um daqueles dias em que as 24h se transformam em minutos, segundos, lento e corrido, tudo ao mesmo tempo. TEMPO. Um dia em que tudo parece estar paralisado e ao mesmo t e m p o tão ofegante. Fatídicos momentos em que você deve rebolar, repensar, rever, refazer para.. por último.. poder renascer.

De nada adianta a gente adiar o inevitável. De nada adianta a gente atrasar resoluções. De nada adianta a gente enganar os instintos. De nada adianta a gente querer fugir do que a gente é de verdade. E ser o que a gente é de verdade não significa não mudar. Significa ressignificar.

E hoje vou assim: leve, mas pontual. Com dúvida, mas decidida. Sem certeza, mas confiante. Cheia de contrastes coloridos. Decidi voltar a escrever devaneios por pura necessidade interior. Decidi fugir do roteiro. Decidi não mais avisar. Algo como uma explosão que realmente não cabia mais em mim.

Talvez seja os aniversários chegando. Talvez seja as palavras daquela carta da vovó escrita há 6 anos ("Segue-o e não olhe para trás.") Talvez seja a vontade louca de não seguir a maré. Talvez seja a frase pertinente que li no blog da inspiradora Cris Guerra ("Muita história para muito pouco tempo. E o mundo de cabeça pra baixo.").

Você já parou para pensar como é engraçada essa vontade louca que a gente tem de falar para o mundo? Parece que dessa maneira podemos passar para a próxima página, seguir o caminho. Eu vejo isso como algo positivo que a internet nos trouxe. Eu vejo isso como a grande maravilha de um blog: poder expressar, criar conteúdo autêntico para os seus preciosos leitores que não estão presentes dia após dia por pura mágica. Tem de ter autenticidade! 

Reciclar. Transformar. E não é isso que faz a vida valer a pena?



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