Fetiche daqueles na Moschino, acompanhado da boa mistura entre os universos masculino e feminino. Assim sendo, fraques, smokings, caps e jaquetas de equitação cheios de detalhes preciosos.
Não só aqui, mas observo ênfase forte no pescoço em Milão: através de flores de tecido, gravatas borboleta, golas diferenciadas ou babados localizados.
Mais do que exclusivamente forma ou modelo, os designers andam investindo mesmo é na mistura e na riqueza da escolha de seus materiais. Não poderia ser diferente, já que a maioria de nós mulheres querem se reiventar a cada novo dia de trabalho, de amor, de vida. Logo, misturar estilos é preciso e necessário diante de tanta informação cotidiana.
Muito me surpreendeu tantas cores fortes e vibrantes no desfile de Alberta Ferretti. As formas austeras, as calças retas.. E as estampas? Até de rachadura de asfalto.. Alberta quis inovar para alcançar novos horizontes, mas sabe que não pode esquecer dos seus vestidos fluidos, nudes, vaporosos e cheios de bordados, pedrarias, tules, sedas, chiffons e transparências.
Assim sendo, explorou as tonalidades de cada cor que escolheu. Tem azul em veludo, azul petróleo, azul cheio de bordado e azul transparente. Tem vermelho sangue, vermelho desbotado e por aí vai. Até o preto entrou para a festa.
A coesão tão explorada pela estilista em suas coleções não foi lá o carro chefe, mas a ideia geral (construção e desconstrução) foi muito bem compreendida e adaptada. Uma prova de que não existem mesmo regras na hora do espetáculo de um desfile de moda: o conjunto final justifica cada parte desenvolvida.
Hoje vi um cego, na verdade acabei de vê-lo. Não aquele cego de Clarice, mascando chicletes, despreocupado, sublime e feliz da vida. Ele não parecia ter saído de Laços de Família, mas me provocou aquela tensão.
Ele era jovem e corria. Corria na medida que podia, com a sua bengala e os seus óculos escuros. Ele corria procurando o (seu) ônibus que no meio da rua estava, longe do ponto em que deveria estar, há uns cinco metros pelo menos. Como ele sabia ser aquele o certo? Pelo barulho? Pelo cheiro? Alguém o avisou? Alguém iria ajudá-lo? Quem tem boca vai a Roma?
Ele corria e eu não paro de pensar nisso. Ele corria tentando tatear com as mãos o que vinha na frente. Ele corria sem medo, mas assustado. Corria com coragem, corria como quem tinha que pegar aquele ônibus, custe o que custar.
Pude observar que o ônibus estava lotado. Não pude ver como ele subiu, pois como sempre estávamos todos apressados e eu não podia atrapalhar o trânsito para acompanhar a aventura por completo.
Eu pensava na vida, no meu suposto sono, na apresentação da Raquel, no quê postar hoje no blog. E no que ele pensava?
Na verdade acho que ele agia. Agia assim mesmo, sem pensar, no fogo. Ele não tinha tempo para pensar. Ou tinha?
"Não seja cego". "O pior cego é aquele que não quer ver". "Quem tem olho em terra de cego, deve estar beirando a loucura." "Em terra de cego quem tem um olho é rei." "O amor é cego.""Olho por olho, e o mundo acabará cego."
Quantos dizeres existem, quantos eu já falei. Mas não conheço e nem nunca tive a oportunidade de conversar com nenhum. Fico curiosa para saber como deve ser a sua intuição, o seu distinguir o seco do molhado. Em vez de olhar nos olhos, aonde que eles olham? Devem carregar um imenso poder.
Tudo isso para dizer que quantos vivem a vida olhando para o lado e não para frente ou para dentro? Ou quantos vivem sem assumir a responsabilidade da suas capacidades? Quantos assumem as suas falhas? Ou quantos procurando coisas e outros em vez de a si mesmo? E o vazio só aumenta. E por aí vai.
Nelson (Rodrigues) tem mesmo razão: jamais um vilão do cinema mudo proclamou-se vilão. Nem o idiota se diz idiota. O ser humano costuma sempre ser cego para os próprios defeitos.
É lema: a vida só vale a pena quando vivida nos mínimos detalhes. Sem desleixo, sem desculpas, sem falsas aparências, sem medo de sair do conforto.
É verdade: cego mesmo é aquele que não consegue enxergar o mundo, o outro e a si mesmo com o que tem no coração. Cego mesmo é quem só quer ver e não sentir. Cego, para mim, é quem se deixa levar e acaba fatalmente sendo engolido pelas loucuras do cotidiano.
A música do dia é a música do momento. Ela na verdade estourou em 1987 (gente, eu tava nascendo!) no filme (mais do que clássico!) Dirty Dancing estrelado por Patrick Swayze e Jennifer Grey.
O sucesso foi/e ainda é/ tanto que a música faturou o Oscar (1987) e o Globo de Ouro (1988) na categoria de melhor canção original.
Te ofereço 3 versões quentes para você analisar as diferenças com carinho e curtir a quarta-feira no embalo:
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Bill Medley & Jennifer Warnes - I´ve had the time of my life
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The Time of My Life pelo olhar e voz(es) do sucesso Glee
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O moderno The Time (Dirty Bit) do The Black Eyed Peas com samples de The Time Of My Life.
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Now I've had the time of my life No, I've never felt like this before Yes I swear it's the truth And I owe it all to you