quarta-feira, 2 de novembro de 2011

o tal 02 de novembro



Nunca gostei dessa história de ter um dia no calendário intitulado "dos finados" (tirando, é claro, o fato de ser um feriado super importante para estudar com a proximidade do fim do semestre na faculdade, do ano de escola e etc..).  Finado, que vem do fim, finitude, mortalidade, morte. Morte que causa tristeza, medo, ansiedade, dúvida. Dúvida que é a única certeza e quem sem a mesma nada disso haveria sentido. Viver não teria a mesma graça se nós não fôssemos morrer um dia. É ou não é? Morte que opõe vida, vida que merece ser celebrada, curtida, valorizada, amada. Hoje conclui que no meu mundo perfeito não haveriam cemitérios, ossos, túmulos, cruzes. Não me lembro de ter ido a nenhum e até onde vai a minha memória sempre fugi dos mesmos. Acho tudo isso um tanto quanto macabro, algo de mau gosto. O corpo se foi, a alma se foi, as lembranças ficaram, ficarão? Um dia apenas no ano para visitar os mortos? Qual seria a intenção disso? Dívida? Saudação? Convenção? E viva as floriculturas!

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