sexta-feira, 3 de junho de 2011

Música do dia x As marcas



Sounds of laughter, shades of love are ringing through my opened ears,
Inciting and inviting me.
Limitless undying love, which shines around me like a million suns,
And calls me on and on across the universe.

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Vocês também pensam sobre como é complexo amadurecer, crescer, passar as fases?

Um certo dia nascemos e somos filhos de alguém(s). E então, somos obrigados a ficar alí: passivos, ouvindo e obedecendo. E ficam as primeiras marcas, as tão importantes marcas. E daí que temos irmãos que bem no íntimo nunca queriam que você tivesse nascido? E daí que você têm pais ausentes ou bem presentes? E daí que você nem irmãos e nem mesmo pais têm? E daí que muita coisa acontece. Você cresce e vem as amizades. Boas ou más, elas são tentadoras e ameaçadoras, um belo conflito de interesses em forma de relação. Muitas ajudam nas feridas, já outras apontam dádivas como defeitos. E você escuta, como tem de ser. E mais marcas, essas eu acredito que passam com mais facilidade, caso lute para (re)significá-las. Tudo é muito confuso aos 13. Isso sem falar na adolescência, nos amores e horrores, eles também acontecem. E você tem de saber lidar, querendo ou não. E tem os estudos, as obrigações, os prazeres, a música, as festas, o desencanto, a faculdade e as escolhas mais importantes que você provavelmente irá fazer na vida.

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A música do dia fala de loucuras pessoais, mentais, devaneios, todos temos. Ou pelo menos acredito que devíamos ter. Vocês devem achar que sou maluca. Talvez eu seja. Mas falo apenas de parar para pensar, refletir: como sou? como vejo? como me observo? E quem disse que a normalidade existe? E se existe, é chata porque ninguém curte. Esses dias achei um rabisco de fevereiro de 2007, na época eu realizava um trabalho "so fucking boring", embora os bônus realmente me deixassem satisfeitas, mesmo que nada motivada. Rabisquei e pulei fora. Um mês depois, era o primeiro dia de aula da UFC, com todo aquele trote super "famoso". Nossa, como o tempo passou rápido.

E você? Trabalha por motivação, realização pessoal ou por satisfação de necessidades efêmeras?

Dizia assim: "Ou faço arte, ou morro". Me fez pensar, rever valores, e até hoje lembro desse dia. Esse realmente marcou uma nova teimosia em forma de lema.

Nothings gonna change my world: sobre perseverar e preservar o seu espaço, suas dádivas.

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