sábado, 16 de abril de 2011

Cobertura #DFB2011: A imprevisibilidade da UFMG

Não deu para assistir ao segundo dia de desfiles do Concurso de Novos. Agora entendi o porquê de todos falarem (nos corredores do evento) que o desfile da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) havia sido surpreendente.

A coleção intitulada "Impulsos Orgânicos" buscou enaltecer as mãos e o trabalho dos artesãos, profissionais que criam peças únicas cheias de detalhes e impressões pessoais. As formas orgânicas buscam fazer uma alusão à dureza da vida.

Observe como as peças são ricas em curvas dos mais variados estilos, umas mais suaves outras mais agressivas e disformes. O mais interessante, além dos materiais e do fato das peças terem sido confeccionadas com o mata borrão de algodão (tecido que vai direto para o lixo na indústria de moda), é que dá para sentir que cada centímetro foi esteticamente e perfeitamente pensado.

Um volume arquitetônico constituído por pequenos e numerosos elementos orgânicos. Sinto terra, ar, fogo e ar. É possível? E sem falar nas texturas. Reaproveitamento luxuoso, ser sustentável com estilo. Tudo que ficou de melhor nos últimos dias.

Dá uma olhada com calma:













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Foco no tcc!

Os traços mundanos são infinitos (sem limites precisos), inumeráveis e abstratos; as classes do mundo e da Moda são imateriais; a do vestuário, ao contrário, é constituída por uma coleção finita de objetos materiais; portanto, é inevitável que, quando confrontados numa relação de equivalência, mundo e Moda, por um lado, e vestuário, por outro, se tornem termos de uma relação de manifestação: não só o traço indumentário vale pelo traço mundano ou pela asserção de Moda, como também os manifesta. (BARTHES, 1967, p. 51)




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