quarta-feira, 9 de março de 2011

Os filmes do feriadão


E aí gente bonita? Acabou o carnaval, resta a preguiça e os planos para o ano que, finalmente, segue firme e forte. Ou vocês já se esqueceram das metas que traçaram? Nada de deixar de alimentar o fogo da alma hein, dia após dia. Março chega, a rotina aperta e as pessoas costumam deixar de lado sonhos e otimismo, tão necessários nos dias de hoje.

O feriadão por aqui teve de tudo: comidinhas, bebidas daquelas (de sexta à terça, gente?), reuniões especiais e filmes preciosos com ele:



- CASA COMIGO?



Amy Adams é legal, mas muito plana e superficial. Diferente de Matthew Good, que além do charme óbvio e latente (oi, mozi!), transforma qualquer filme que faz com o seu sotaque e jeitão de homem com H bem maiúsculo. O filme mostra o quanto rotulamos situações, posições e pessoas. Categorias ou afeto verdadeiro? O que você aprecia em alguém? É uma comédia romântica com início, meio e fim: previsível sim (como quase todas elas), mas chata não.


- SIMPLESMENTE COMPLICADO


Que tal virar a amante do seu ex marido após 10 anos de separação? A história mostra que a vida segue e que muitas vezes idealizamos situações e pessoas que ficaram no passado. Será que elas merecem tanta importância assim? Mesmo sendo excitante a ideia de ser desejada novamente pelo seu ex (e que atualmente é casado com uma mulher linda e bem mais jovem), Jane percebe que não tem tanto em comum assim com Jake e resolve seguir a vida adiante, sem ele. O filme é super engraçado e o destaque vai para a química entre a diva Meryl Streep e Alec Baldwin. Steve Martin é digno, mas ficou em segundo plano.



- A REDE SOCIAL




Confesso que esperava bem mais de A Rede Social. É interessante conhecer a história de Mark e o nascimento do fenômeno facebook, mas o filme de uma hora para a outra se tornou cansativo e previsível.


- MARY E MAX: UMA AMIZADE DIFERENTE





Mary e Max: uma amizade diferente, esse foi o preferido. Um filme realizado com massinha de modelar, praticamente todo narrado, relatando dramas psicológicos por um viés reto, único e complexo: preconceito racial, síndrome de Asperger, autismo, alcoolismo, obsesidade, cleptomania, agarofobia, a diferença sexual, confiança, suícidio, desemprego, religiões e etc.

O filme dirigido por Adam Elliot é composto basicamente por duas cores: marrom para o mundo de Mary e cinza no universo de Max. O vermelho é utilizado apenas para detalhes como lábios, adereços, línguas.. O efeito é muito interessante!

O clima todo do filme é fantástico: não dá nem para piscar. A lição é simples e fascinante. Ou seja, imperdível para aqueles que gostam de um bom drama psicológico nada enfadonho!

Olha:



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