segunda-feira, 1 de novembro de 2010

MODA E MÚSICA: UMA RELAÇÃO DE CUMPLICIDADE - PARTE IV




Nos anos 1980 também nos deparamos com uma explosão e variedade de imagens, sons, slogans e looks que estão teoricamente na moda. A noção de identidade se torna mais fragmentada diante da variedade de códigos e significados escondidos por
trás de nossas simples escolhas do cotidiano. Os cultos ao êxito pessoal, financeiro e, ao corpo, assumem grandes proporções. A moda é globalizada e se consagra como uma linguagem universal, onde mensagens são enviadas e circulam por todos os países do mundo em uma velocidade rápida onde as mudanças frenéticas de conceitos e de
consumo regem comportamentos.



O estilo que caracterizou os anos 1980 é basicamente formado pela mistura e a citação de outras épocas, dando início ao revivalismo na moda. Elementos passados são incorporados com humor resultando em formas novas e únicas em seu estilo. A moda e a música da época são caracterizadas pela coexistência de estilos e tendências.


Em 1981 surge a MTV, revolucionando e ligando ainda mais os universos da moda e da música, aliando som e imagem. Os vídeos clipes popularizam e consagram ainda mais os estilos da juventude. É aí que a moda faz uma aliança de vez com a música jovem. Surge o estilo o streetwear e as roupas unisex.

A influência pop foi ricamente representada por Madonna e Michael Jackson. Ambos fizeram a cabeça da juventude com os seus figurinos extravagantes, muitas vezes assinados por grandes estilistas, e desenvolveram suas músicas embaladas por danças com movimentos rápidos e batidas fortes.



Madonna é o ícone feminino da década de 1980. Mudando sempre de imagem e
explorando tabus e preconceitos sociais, representava o exemplo perfeito da ambição
feminina, poder e da importância do trabalho árduo. As suas músicas são constituídas de múltiplas referências e é essa mistura e mutação que as tornam originais.



Em seu primeiro álbum (1983), Madonna já explorava a combinação entre moda, música e movimento. As suas constantes mudanças de imagem representavam o ideal da época:
de que o corpo é um objeto mutável e adaptável ao que queremos que ele seja. Em seu
primeiro momento, adotou o estilo “bad girl” com referências ao punk e ao fetichismo, como o uso intenso do couro. Depois, Madonna deu ênfase ao corpo e ao estilo mais sexy com a adesão intensa de tecidos elásticos. Podemos citar como exemplo o corpete criado por Jean Paul Gaultier para a sua turnê Blond Ambition Tour em 1990.



Ao contrário das mulheres, os cantores exibiam uma imagem suave e carregada de
ambigüidades sexual. As vozes agudas, o forte uso da maquiagem e o vestuário justo e
adornado faziam de Prince, Boy George e Michael Jackson ícones da época.


A década de 1990 contempla uma essência jovem. Há a música tecno, com
batidas frenéticas e vestuário composto por materiais sintéticos. A roupa e a música servem mais do que nunca como retratos do estilo de vida de cada um. Observamos a mistura e a ligação entre o mundo real e a realidade virtual. Há também uma variação de estilos e silhuetas já existentes e uma relativa falta de novidade.




O estilo grunge, nascido em Seatle, marcou toda uma juventude inconformada e questionadora. Ele tinha um caráter juvenil, individualista e se opunha às normas sociais. O unifome grunge era basicamente composto por bermudões, padronagem xadrez, o jeans, a camisa de malha, flanela e tênis.



A banda Nirvana foi a mais famosa difusora do grunge. O estilo hip hop também explodiu nos anos 1990. Aliando dança, música e indumentária em uma mesma linguagem.



Atualmente, as celebridades da música são verdadeiros ícones de moda. Fazem o papel de modelo para marcas poderosas, transformando os seus figurinos em verdadeiros objetos de desejo.



Lady Gaga desponta como o nome mais expressivo da contemporaneidade onde moda e música são explorados. Em suas músicas, fala de temas atuais com humor, irreverência e personalidade de quem não se importa e sim, faz dos padrões de beleza e comportamento ditados pela sociedade, suas obras primas.




Ironizando atitudes através de suas letras provocantes e ambíguas, ou com seu figurino extravagante e assinado por grandes estilistas, Lady Gaga mostra que não só utiliza a última moda, como a lança de uma forma ousada e bastante particular.

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Continua...

Um comentário:

Rooh! Õ// disse...

adoreeeeeeei, eu faço Arte Visual no IFCE, me senti lisongeada.. muito bom!