segunda-feira, 25 de outubro de 2010

MODA E MÚSICA: UMA RELAÇÃO DE CUMPLICIDADE - PARTE III


Gente, felicidade é pouco! Saiu o resultado e eu VENCI a premiação da UFC como o melhor artigo na temática de ARTES dos Encontros Universitários!

Vitória que divido e devo:
1) aos meus parceiros de trabalho e jornada Davi e Gabriela (é um prazer conviver e conhecer vocês dia após dia!);

2) à minha orientadora Adriana Leiria pela firmeza e todas as orientações (como medir o que tenho aprendido e crescido nesses meses?);

3) à Isabelly Lima pela inspiração e pesquisa disponível em seu blog digno;

4) à Marianna, minha chefinha querida, pelos incentivos, ensinamentos e viagens filosóficas dia após dia (preciso dizer que sou sortuda por ter "caído" aqui na fábrica??);

5) à minha irmã Raquel pelo exemplo e dedicação como profissional;

6) e finalmente, ao Ivo: pelo companheirismo de sempre, dicas, beijos, massagens anti-estress e por dividir e aguentar as madrugadas de trabalho com muito amor, humor e alegria.


Clique AQUI e confira o resultado completo dos Encontros!



O início do séc. XX é caracterizado musicalmente pelo surgimento do Jazz que tinha o apelido pejorativo de “música dos pretos”, por ter sido criado e tocado em sua maioria por negros. Música essa que nasceu nos EUA (nas proximidades de Nova
Orleans) e se transformou no símbolo de um novo e mais intenso estilo de vida. O jazz foi fundamental para a expressão e desenvolvimento cultural de seus membros que utilizavam referências afro-americanas com notas de blues e swing em seu ritmo musical.



Nos anos 1920, o ritmo furioso do jazz tinha tudo a ver com as mudanças aceleradas que o séc.XX trazia para todos. Eram os chamados anos loucos e a vontade de viver era grande.



Foi uma década que vivenciou prosperidade e foi ilustrada pela figura das melindrosas; que eram as mulheres mais modernas da época, por freqüentarem os salões de dança e traduzirem em seu comportamento, e modo de vestir, o sentimento e o espírito da Era do Jazz.



O jazz representou de fato uma completa revolução musical. A dança pedia movimento e o vestuário ofereceu o padrão: vestidos curtos com franjas, costas de fora e longos colares. Com o embalo da música, os padrões de moda da época são rompidos e as mulheres passam a mostrar mais o corpo e a conquistar aos poucos cada vez mais autonomia.



O rock and roll, por exemplo, embalou e caracterizou o novo mercado jovem dos anos 1950. O vestuário passa a representar um verdadeiro símbolo de pertencimento a um grupo, atribuindo papéis e reconhecimento entre pessoas que acreditam em uma mesma atitude perante o mundo.



Segundo Laís Pearson (1991): "a cultura rock, evolução de um estilo musical (rock and roll) para um movimento mundial foi, talvez a primeira fórmula criativa dos jovens que influenciou a moda entre 1955 e 1965, aproximadamente. (p.5)”


Nos anos 1960, a moda era questionar o sistema vigente. É nesse momento histórico que surge a figura dos beatniks e a febre chamada Beatles O espírito de contestação é a bandeira dos beatniks. O termo beat, origina o nome Beatles, mania de toda uma geração. Esses jovens vivem a certeza e o conforto da sociedade de consumo. Evitam luxo e brilho, usam calças caquis, suéteres longos e sandálias. Possuíam uma imagem doce, amável e pacífica.



Já a moda disco teve origem em 1976 e nasceu nas discotecas, através de uma música dita comercial e de ritmo simplificado. As discotecas eram o palco principal para a exibição de uma moda dita sexy pela exaltação e exibição de corpos musculosos, popular, brilhante e com conteúdo musical desprovido de contestação política ou social.



As divas da dance music como Donna Summer, Grace Jones e Gloria Gaynor influenciaram o comportamento da época.



Enquanto na Inglaterra nascia o movimento punk, nos EUA a voz de Barry White e os grupos Shirley and Co. e The Hues Corporation retratam o estilo da era Disco, que foi levada aos clubes noturnos cheios de fumaças e luzes coloridas, virando uma mania entre os jovens.



Conhecida por celebrar o amor, a alegria e a dança, a música disco é eletrônica, e se utiliza de sintetizadores e guitarras. É praticamente uma música dita negra, composta por notas de soul e blues. A descoberta da AIDS e Off the Wall, o primeiro disco solo de Michael Jackson, são acontecimentos responsáveis por retratar o fim do movimento disco, que em 1980, já era quase que por completo inexistente, com muitos de seus artistas e estilos caindo no anonimato.


Com a crise econômica dos anos 1970, muitos movimentos perderam a força. Porém, a própria crise inspirou o surgimento do expressivo movimento dos punks, cujo lema “no future”, falava justamente da dificuldade de viver com a violência e agressividade presente em todos os lados da vida moderna.



A cultura punk defende a autonomia individual e a simplicidade no viver. O movimento punk surgiu em 1977 na Inglaterra. Provocativa e contestadora em sua essência, a música punk é considerada uma vertente do rock: é composta, em sua grande maioria, por letras rebeldes, sarcásticas e em sua maioria, politizadas, e cheias de subversão à cultura vigente.



O estilo punk escancarava a crise econômica, o desemprego, a falta de opções e perspectivas; e defendia a total insanidade, ou seja, nada de sonhar ou planejar demais a vida, o importante é viver o aqui e agora com rebeldia, se possível.


Seus trajes remetem a uma linguagem diferente e até anárquica: couro, tatuagens, botas, correntes, taxas, óculos escuros, corpos sujos e suados. A primeira manifestação do estilo punk-rock surge nos Estados Unidos com a banda The Ramones, em 1974.



É caracterizado pela combinação do revivalismo da cultura rock and roll (com suas músicas curtas, simples e dançantes) e do estilo rocker/greaser (jaquetas de couro estilo motociclista, camiseta branca, calça jeans, tênis e o culto a juventude, diversão e rebeldia).


Em 1978 explode a estética chamada New Wave. Surgindo depois da era Disco, a estética New Wave é mais intelectual, possui caráter dançante e é conduzida por sintetizadores. O destaque vai para o clube GBGB, localizado no bairro de Manhattan, em Nova Yorque, onde as bandas do momento se apresentavam, como Elvis Costello, Blondie e Television.




A imagem visual é alinhada, com roupas bem cortadas, cores fortes, brilho, ombreiras e caracterizada por uma variada mistura de tendências. Vale ressaltar que estamos falando do início da década de 1980, contexto marcado pela extrema valorização do trabalho e da riqueza pessoal. Bandas como Duran Duran e The Smiths, com um pop-rock romântico, ou grupos como The Police e Talking Heads, que tinham um viés musical mais punk, são ícones da época.





A irreverência também é uma característica forte do movimento New Wave, The B52´S representa essa vertente que é ilustrada por cores cítricas, tecidos tecnológicos, perucas e meias coloridas.



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Continua...

3 comentários:

isabelly lima disse...

eu tô tão feliz por ti, tu sabe né? =)
você super merece, tem talento e tudo. ou melhor, TALENTO É ALGO QUE NÃO TE FALTA. pois você tem talento para escrever, para criar... para tudo! você é DIGNA, é DIIIIVA! =)
vai ter muito sucesso, pode ter certeza! e sempre que eu escutar RENATA SANTIAGO, vou dizer: GENTE, ELA É DIIIGNA DEMAIS
=~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
sou sua fã e nunca esqueça da minha humilde pessoa =c =**********************************

Diana Santiago disse...

Minha querida prima! Meus parabéns e não preciso dizer o quanto que acho que vc merece!
Vc é uma menina muito esforçada, inteligentíssima e o melhor de tudo, esbanja alegria de viver!!! Parabéns, tudo de bom e que todos os seus sonhos profissionais e pessoais se realizem! Bjussss

Clarice disse...

Prima, tudo que vc põe a mão é reconhecido! Parabéns por mais essa conquista, de muuuuuuitas que ainda virão, que eu sei e vc sabe disso né! Adoro fazer parte dessa arquibancada da sua vida viu! Torço e vibro muito com suas vitórias!
te amo!
bjao!