terça-feira, 7 de setembro de 2010

Essa espera sem controle

Passei a tarde fazendo mil e uma coisinhas (tirando fotos narcisistas, tentando fazer as próprias unhas, assistindo o jogo de basquete do Brasil que perdeu pra Argentina, comendo morangos..) para ter paciência, esperar e driblar a tensão. Nenhuma foi suficientemente capaz de me fazer esquecer ou parar de repetir as mesmas palavras de força na minha cabeça.


Espero e não tem nada que eu possa fazer, a não ser torcer. Torcer, mentalizar, meditar, rezar, gritar, cantar, olhar e esperar. Nesse momento decidi correr para as palavras. Quem sabe vocês não me ajudam a passar o tempo.. que até passa, mas não me acalma com a chegada das novas, boas com certeza. Não sei se acho boa ou ruim essa falta de notícias. Você está na final das batalhas? Colhendo os louros?

Então, busco o meu livro de sabedoria para tentar achar respostas para o que está acontecendo nesse exato momento com você. Procuro lá dentro do meu coração as vidências que tanto digo ter. Está mais intenso e não consigo achar tão fácil.


Abro o nosso livro preferido de Nietzsche aleatoriamente, daquela forma mística que você diz que tenho.

A resposta veio? Talvez, mas chega logo vai!

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2.

Minha tarefa de preparar para a humanidade um instante de suprema tomada de consciência, um grande meio-dia em que ela olhe para trás e para adiante, em que ela escape ao domínio do acaso e do sacerdote, e coloque a questão do por quê, do para quê? pela primeira vez como um todo -, essa tarefa resulta necessariamente da compreensão de que a humanidade não segue por si o caminho reto, que não é regida divinamente, que na verdade, sob as suas mais sagradas noções de valor, foi o instinto da negação, de degeneração, o instinto de décadence que governou sedutoramente. (...) Que sentido têm aqueles conceitos mentirosos, os conceitos auxiliares de moral, "alma", "espírito", "livre-arbítrio", "Deus", senão o de arruinar fisiologicamente a humanidade?... Quando se retira a seriedade da autoconservação, da fortificação do corpo, ou seja, da vida, quando se faz da anemia um ieal, do desprezo ao corpo, a "salvação da alma", que é isto, senão uma receita da décadence? - A perda do centro de gravidade, a resistência aos instintos naturais, em uma palavra, a "ausência de si" - a isto se chamou moral até agora.. (...)



(Trecho do livro - ECCE HOMO - Friedrich Nietzsche.)


E fiquem com a música do dia que é verdade pura.





Obrigada por me escutarem e pelos comentários que me deixam ultra feliz, todos os dias! ;*

E boa sorte Meu Amor! Estamos sempre juntos em todos os desafios dessa nossa vida emocionante. ;)

Um comentário:

isabelly lima disse...

Que sentido têm aqueles conceitos mentirosos, os conceitos auxiliares de moral, "alma", "espírito", "livre-arbítrio", "Deus", senão o de arruinar fisiologicamente a humanidade?... Quando se retira a seriedade da autoconservação, da fortificação do corpo, ou seja, da vida, quando se faz da anemia um ieal, do desprezo ao corpo, a "salvação da alma", que é isto, senão uma receita da décadence?


UAU UAU UAU UAU!
posso admitir que senti inveja do seu dia? senti ok. passei o meu todo sem fazer absolutamente nadinha, só criando coragem pra escrever a monografia... hahahaha
senti mais inveja do morango, hummmmmmmmmmmm!


=*** muá