terça-feira, 24 de agosto de 2010

Pelo direito de estar triste


Viva o sol, viva a vida.. tudo é lindo e maravilhoso? Nem sempre..

Tem dias que me sinto cobrada, sugada e querendo viver uma vida utópica do tipo: "uma casinha no campo onde eu posso plantar meus amigos, meus filhos, meus sonhos.." onde só tenha "eu e você e mais nada" e lá faremos "amor até de madrugada sem se preocupar com nada, muito menos com alarmes ou trabalhos"..



E nesses dias, depois que mal digo a rotina do cotidiano e as pessoas que me cercam, é claro.. só me resta eu, a música, a poesia, a arte e sempre você.

Depois de alguns anos de experiência nas costas, aprendi que o direito de estar triste deve ser respeitado e até incentivado, nunca sufocado. Como diz Perls, não tente colocar ordem no caos, pois ele sempre precede uma nova ordem que não será realizada desde que você tente o controlar ou racionalizar.

"O que transforma o velho no novo

bendito fruto do povo será.

E a única forma que pode ser norma

é nenhuma regra ter.

É nunca fazer

nada que o mestre mandar.

Sempre desobedecer

Nunca reverenciar.”

(Belchior, “Como o diabo gosta”)




Fiquem com a música do dia:





Beijos e obrigada aos leitores lindos e desejados que sempre estão por aqui compartilhando pensamentos e energias!

I see you! ;*


Imagens: galeriaaberta.com
Imagens: www.flickr.com/photos/mguedes

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