domingo, 4 de julho de 2010

In Medius Est Virtus


Em dias assim, o melhor que se tem a fazer é recarregar o próprio corpo, esvaziar a mente e calcular o balanço do que foi e do que vai. Um bom jogo de xadrez é bem-vindo, uma xícara de café forte vai bem, uma cama cheia de travesseiros melhor ainda.

Vem na mente: a partir de agora vou agir mais do que falar. Pensar e fazer, ver nascer de imediato! Mas na verdade não é isso que na verdade está acontecendo? Assim sendo, de minha livre e espontânea vontade, mesmo assim, é inevitável não ficar exausta. Exaurida até de esgotar suas mais íntimas ânsias, expectativas, vontades.

E por que então não juntar os dois? Pensamentos são eventos. Que tal: palavras são eventos?

Hoje fiquei angustiada por sentir na pele da própria experiência situações em que queria poder intervir, mas não posso. Intervir em algo que extrapola o meu controle. Olho para o meu amuleto e me orgulho do que sou feita. Leio como foram as suas vidas e agradeço por ter nascido de mulheres assim, feito vocês.

Como o ser humano pode ser cruel sem nem mesmo perceber que o é. É impressionante como achando estar fazendo o bem, pode destruir sonhos e até o próprio agir de quem está tão ao lado.


Mais ainda.. como os poetas da vida são perseguidos e apontados como causadores de mal estar! Para os que convivem, é melhor que se cale, antes que uma nova novidade (assim cheia de pleonasmos mesmo) dê início a um novo caos na tão exaltada, mas devastadora normalidade.

E que chata normalidade! Capaz de destruir silenciosamente qualquer existência de sua própria experiência.


Não vou deixar de escrever minhas memórias e nem de incentivar a quem tive a sorte de compartilhar a vida de alguma maneira. Escrevam! Sintam-se vivos na pele e não na lembrança. Aliás, vivam as lembranças sem medo e sem receios.. são elas que nos dizem aquele tão fatídico: "Tu és isso!"


Nem entrar para o sistema e nem sair dele por completo. Eis o meu lema!

Não esquecer do filtro solar que nem mesmo posso usar e mais ainda, nunca esqueça daquele velho ditado: In Medius Est Virtus.

A virtude realmente está no meio, um sábio já me fez aprender isso antes, a duras e felizes penas. A vida só faz sentido quando significo suas tramas!

E que tramas!

Que família perfeita, aqui e lá. Que passado saudoso, cheio de aventuras e de risadas confidenciadas na frente do espelho.

E finalmente, que presente perfeito. Cheio de mim, cheio de você.

Agradeço tanto..



foto: olhares.com

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