quarta-feira, 5 de maio de 2010

Pelo direito (e dever) de expressão!



(Desfile Tarcísio Almeida - DFB)

Eu faço parte do grupo dos que não acreditam na existência da imparcialidade total. Afinal, estamos falando de seres humanos que supostamente deveriam pensar e ser respeitados pela sua unicidade, por suas escolhas e diferenças infinitas.

Principalmente nos territórios dos blogs. Estamos falando de pessoas que têm paixão por escrever e gritar para o mundo o seu mais último insight ou lampejo de inspiração. Os blogs nasceram para isso: descomprometimento que gera e valoriza a aproximação e diferença com outros universos tão diferentes do seu.

Desde o fim do DFB venho lidando com atitudes contrárias ao meu valioso direito (e para mim dever) de expressão.

Quero deixar claro que o que digo aqui no blog É O EU PENSO, e com certeza O MEU OLHAR vai ser diferente do seu. Não preciso prestar contas com ninguém, apenas com a minha verdade, representada pela consciência que aqui mora. Para mim ética não significa diplomacia e imparcialidade não combina com se posicionar.

Estudo todos os dias e vivo intensamente o "sistema moda" há mais de 4 anos. Amo a criação, mas sou apaixonada pelo ato de escrever. Argumentar e contra argumentar é comigo mesma, talvez por isso tenha me preparado a vida inteira para a faculdade de Direito. Não deu, a historicidade e o mistério da expressão viva na linguagem da moda me fisgaram. Quem me conhece sabe que adoro estudar, pesquisar, achar. Você pode não gostar de mim ou concordar com o que falo, mas eu me responsabilizo por tudo o que escrevo para vocês. Busco me implicar em tudo o que faço, ou seja, nunca vou te culpar pela causa do meu fracasso ou sucesso.

Lembro quando faltava 1 dia para o desfile do Sinditêxtil. Lá veio um comentário aqui no blog: "Isso é material de concurso??" Fiquei arrasada, é claro. Insegura também. Chateada, triste. Mas fiquei caladinha! Pensei: "Esse não gostou, mas outros podem gostar!" Eu jamais iria confrontar a preciosa opinião de outrem. Não, essa ousadia não tenho. Eu aceito a opinião de todos. Se alguém disser que o céu é vermelho, como posso questionar? E se ela realmente enxergar o céu vermelho? Vale pensar!

Me sinto mais viva a cada postagem que publico aqui no blog. Escrever me liberta, me deixa mais leve, tira um pouco do peso das emoções. Esse é o meu espaço de posicionamento perante o mundo que vivo, crio e modifico a meu bel prazer. Vou lutar nele e por ele com unhas e dentes! Quem vem aqui, vem porque acha interessante a minha maneira de decifrar o cotidiano, a moda, o fato, ou seja lá o que for.

A lição mais valiosa que aprendi cursando a cadeira de Antropologia Cultural (com a lendária professora Sulamita) é que "é nas diferenças que nos conhecemos..". Esse, aliás, é o propósito de eu escrever blogs e uma verdadeira filosofia de vida.

Significa que o simples fato de observar, ler, ter contato com o pensamento do outro, faz com que eu reconheça o meu próprio pensamento, a verdade das minhas idéias. E isso é o grande barato da vida!

Vou dar um exemplo bem simples e banal. Assisto na televisão: uma garota tomando picolé de limão, segurando o seu gatinho de estimação chamado "Miu", ouvindo "Nx Zero" e vestida toda de rosa.

Na hora, o meu inconsciente manda a minha versão da história! Quem eu sou, o que é da minha essência, qual a minha resposta para o que acabei de ver. Ex: Lembro que detesto picolé de limão e adoro o de cajá. Lembro que tenho alergia e pavor de gatos.. e que na verdade tenho uma cachorrinha chamada Gaby. Nx Zero nem pensar! Gosto mesmo é de ouvir música clássica e definitivamente, prefiro vestir branco ou preto.

Não é de agora que tenho problemas com o que penso. Sempre fui de pensar alto demais. Para mim não existe verdade ou unanimidade absoluta. Como já disse aqui no blog, "Eu acho isso" é bem diferente de "Isso é". Mas juro que vou continuar lutando até o fim pela autenticidade da expressão individual.

O curioso é constatar que já venho pensando nisso há um tempo. Até que ponto a ditadura "nos meios da Imprensa" acabou? Me digam, temos mesmo que moldar o nosso discurso de acordo com os interesses da Instituição X ou do Fulano Y??

O brasileiro só pode ser muito hipócrita mesmo para não permitir e assumir a existência do "fator diversidade" que é próprio e característico da natureza do ser humano.

Intransigência, falsidade. Caos social, vazio individual.

Louvamos o poder do homem sobre a natureza. Rejeitamos a nossa própria.

Na roda viva o que existem são jogos de palavras e os meus você confere aqui todos os dias!

Beijos leitores queridos e desejados,

RS.


Hino:

And in the naked light I saw
Ten thousand people, maybe more.
People talking without speaking,
People hearing without listening,
People writing songs that voices never share
And no one dared
Disturb the sound of silence.


"Fools" said I, "You do not know"
Silence like a cancer grows.
Hear my words that I might teach you,
Take my arms that I might reach you."
But my words like silent raindrops fell,
And echoed
In the wells of silence

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