quinta-feira, 22 de abril de 2010

Moda e Música: O triunfo da existência!



A geração nascida do baby-boom, fruto do do pós-guerra, revolucionou e transformou diversos conceitos sociais nos anos 60. É uma juventude que se depara com as novas exigências do realismo e almeja antes de tudo liberdade. Os novos ideais de consumo rápido e mudança imediata são difundidos por todo o mundo através das juke-boxes e dos discos.




É aí que os estilistas, criadores da última moda, ganham o status de celebridade e se equiparam aos ídolos do rock do momento. Através das mídias, os jovens se reconhecem e buscam realizar os seus desejos.

As butiques dessa época, a maioria em estilo op art e pop art, começam a explorar ainda mais os sentidos de seus clientes, tornando o ambiente das lojas altamente estetizado de acordo com o público alvo a que se destina. Parecendo verdadeiras discotecas, aliavam som e imagem, tocando música pop e spots, e exibindo uma vasta quantidade de opções de compra. (Ex: grife Biba, situada na Carnaby Street, em Londres.)



(Biba, 1967)

Foi nessa época que surgiu o movimento MOD, abreviatura de modernismo, subcultura jovem nascida em Londres, nos primeiros anos da década de 60.



Os mods eram originalmente adolescentes da classe média: adoravam se vestir com ternos italianos justos e impecáveis, costumavam ter o mesmo corte de cabelo (com franjinhas), possuíam idéias liberais e usavam as scooters como meio de transporte.



Ao contrário dos Teddy Boys da déc. de 50, que usavam trajes eduardianos e eram influenciados pelo rockabilly norte-americano, os Mods eram influenciados pela op e por art, obcecados pelas tendências de moda, pelo gás da juventude e por estilos musicais como o jazz moderno, r&b, passando pelo soul e peça beat music. Ex: as bandas Small Face, The Who e The Yardbirds.





(Teddy Boys)


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(o estilo de vida Mod: agitado e super vanguardista)



(Mods/The Who)



Se reuniam nos pubs londrinos a fim de exibirem seus figurinos e passos de dança. Influenciados pela filosofia existencialista de Sartre, defendiam a liberdade individual de ser e mostrar abertamente o que se é, e a subjetividade particular de cada indivíduo.



"A existência precede e governa a essência." (Sartre)

Ou seja, é através de nossas experiências e vivências, únicas para cada indivíduo, que construímos o significado e a linguagem daquilo que acreditamos e somos.

Mary Quant, estilista londrina responsável pela criação da minissaia, é um símbolo da juventude mod. A sua butique Bazaar, na King´s Road, era o símbolo de vanguarda dos anos 60 e também 70, com mais de 150 filiais na Inglaterra, 320 nos EUA e pontos de venda espalhados pelo mundo todo.



O movimento MOD perdeu força já a partir de 1966, quando as doutrinas psicodélicas e tranquilas do movimento hippie substituíram o estilo de vida frenético, muitas vezes carregado de anfetaminas, característico dos mods.



(The Bealtles/Para mim, influência mod total: misturada com um rock mais doce)

Quer um exemplo perfeito da inspiração MOD da atualidade? A banda Oasis.



(Oasis)

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