quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Nós,



(Olha que estampa linda a dessa borboleta zebra..)

(Insight do dia)


194.

(...)


De igual modo, não vemos uma árvore de uma maneira exata e em seu conjunto, detalhando suas folhas, seus galhos, sua cor e sua forma: é muito mais fácil imaginar aproximadamente uma árvore. No meio dos acontecimentos mais extraordinários, agimos ainda da mesma forma: inventamos a maior parte da aventura e não é praticamente possível nos obrigar a assistir a um acontecimento qualquer, sem ser deles os "inventores". Tudo isso mostra que estamos fundamentalmente - e desde a origem - habituados à mentira. Ou, para me exprimir de uma maneira mais virtuosa e mais hipócrita, em resumo, de uma maneira mais agradável: somos muito mais artistas do que pensamos. - Numa conversa animada, vejo muitas vezes a figura de meu interlocutor se apresentar diante de mim com tanta nitidez e fineza, seguindo o pensamento que expresa ou que acredito evocado nele, que esse grau de intensidade ultrapassa em muito a força de minha faculdade visual: - a fineza do jogo muscular, da expressão do olho deve, portanto, ser um produto de minha imaginação. É provável que a pessoa tivesse uma expressão totalmente diversa ou que não tivesse nenhum.



Assim falou Nietzsche. (em Além do Bem e do Mal)

Assino em baixo.

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