sábado, 14 de março de 2009

Liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome.


Mas há a vida
Mas há a vida que é para ser intensamente vivida,
há o amor.
Que tem que ser vivido até a última gota.
Sem nenhum medo.
Não mata.


Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir,
de entrar em contato...

Ou toca, ou não toca.

Sou como você me vê.
Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania,
Depende de quando e como você me vê passar.
E se me achar esquisita,
respeite também.
Até eu fui obrigada a me respeitar.


Voce pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer:
E daí
eu adoro voar!!!

Que minha solidão me sirva de companhia,
que eu tenha sempre a coragem de me enfrentar.
que eu saiba ficar com o nada
e mesmo assim me sentir
como se estivesse plena de tudo.



Receba em teus braços meu pecado de pensar.




(Clarice Lispector)

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