sábado, 26 de julho de 2008

E com vocês: Jacqueline Kennedy Onassis.






Jacqueline Lee Bouvier Kennedy Onassis (Southampton, 28 de julho de 1929 — Nova Iorque, 19 de maio de 1994) foi a esposa do presidente norte-americano John F. Kennedy e primeira-dama dos Estados Unidos da América entre 1961 e 1963. Seu segundo marido foi o magnata Aristóteles Onassis. Jackie Kennedy tornou-se mundialmente conhecida como símbolo de elegância, dignidade e glamour.



Em sua infância aristocrática, Jacqueline tornou-se uma praticante de hipismo e desenvolveu grande entusiasmo por cavalos e competições. Essa paixão a acompanharia por toda sua vida, ganhando troféus e medalhas. Ela amava ler, pintar, escrever poemas e tinha uma relação bem mais fácil com seu pai do que com sua mãe.


Fez graduação em Literatura Francesa na Universidade George Washington, em Washington DC.
Em 1951, Jacqueline conseguiu seu primeiro emprego, trabalhando para o jornal Washington Times-Herald. Seu trabalho consistia em interrogar pessoas a respeito de temas polêmicos e escrever uma coluna. As perguntas e divertidas respostas apareciam ao lado da fotografia dos entrevistados no jornal. Uma das matérias de Jacqueline para essa tarefa foi um jovem senador de Massachusetts: John F. Kennedy.

Jacqueline estava comprometida com John Husted em Dezembro de 1951. Entretanto, o relacionamento acabou em Março de 1952 com um conselho da mãe de Jackie, que acreditava que Husted não era rico o bastante.
Em 10 de maio de 1952, Jacqueline conheceu o senador John F. Kennedy numafesta em Washington. John e Jackie só se reencontrariam nove meses depois em outra festa. Kennedy convidou Jackie para saírem no fim de semana e foram a um parque de diversões em Georgetown. Depois de se reencontrarem, eles começaram um namoro, que terminou em noivado pouco tempo depois.

Jacqueline Bouvier e John F. Kennedy casaram-se em 12 de setembro de 1953, em Newport (Rhode Island). Os vestidos da noiva e das damas de honra foram feitos por Ann Lowe, e a cerimônia, com duas mil pessoas, ocorreu na fazenda Hammersmith.


O casamento tinha seus problemas, resultantes dos diversos casos amorosos de John F. Kennedy e de seus problemas de debilitação de saúde, os quais foram escondidos do público. Jacqueline passava muito tempo no começo de seu casamento redecorando a casa e comprando roupas. Eles passaram os primeiros anos de casamento numa residência no centro de Georgetown, Washington, mais especificamente na N Street.

Na eleição geral em 8 de novembro de 1960, John Kennedy minuciosamente venceu o republicano Richard Nixon e tornou-se o 35° Presidente dos Estados Unidos em 1961. Jackie tornou-se uma das mais jovens primeiras-damas da história. Ela teve um papel bastante ativo na campanha.
Devido à sua descendência francesa, Jackie Kennedy sempre sentiu um laço entre ela e a França, reforçado pelo fato de ter estudado lá. Esse amor logo seria refletido em muitos aspectos de sua vida, como nos menus que ela preparava para os jantares de estado na Casa Branca e o excelente gosto ao se vestir.


Jackie levou tão a sério o papel de primeira-dama que fechava os olhos para todas as infidelidades do marido, que teve casos com várias mulheres, entre elas a grande Marilyn Monroe.
Jacqueline virou referência para várias gerações de mulheres norte-americanas. Consumidora compulsiva, que chegava a gastar US$ 50 mil em uma tarde de compras. Ela definitivamente revolucionou a indústria da moda com seu estilo. Em um ano, o faturamento do setor cresceu US$ 11 bilhões. O que decidia usar sobre seu corpo esguio era imediatamente desejado pelo público feminino.

Jacqueline convidava artistas, escritores, cientistas, poetas e músicos para se mesclarem aos políticos, diplomatas e estadistas. Ela falava fluentemente francês, espanhol e italiano e tinha uma forte preferência por roupas francesas, que eram caras, mas temia que pensassem que fosse desleal a designers de moda norte-americana. Para seu "guarda-roupa de estado", Jackie escolhia o designer de Hollywood Oleg Cassini. Durante seus dias como primeira-dama, ela tornou-se um ícone da moda doméstica e internacionalmente. Quando os Kennedy visitaram a França, ela impressionou Charles de Gaulle e o público com seu francês. Na conclusão da visita, a revista Time ficou encantada com a primeira-dama e escreveu: "Havia também aquele companheiro que veio com ela". Até mesmo o presidente John Kennedy brincou: "Eu sou o homem que acompanhou Jacqueline Kennedy à Paris - eu gostei muito!". Quando o presidente da União Soviética Nikita Khrushchov foi solicitado para apertar a mão do presidente dos Estados Unidos, o líder comunista disse: "Eu gostaria de apertar a mão dela primeiro".

A sra. Kennedy planejou numerosos eventos sociais que trouxeram o casal presidencial ao foco cultural da Nação. A apreciação pela arte, pela música e pela cultura marcou uma nova etapa na história norte-americana. A destreza de Jackie em entretenimento deu aos eventos da Casa Branca a reputação de serem mágicos. Por exemplo, ela orquestrou um jantar em Mount Vernon em honra ao presidente Ayub Khan, a quem o presidente Kennedy queria homenagear por seu papel na ajuda aos Estados Unidos numa recente crise. Ela baniu mesas longas no salão de jantar e proporcionou oito grandes mesas redondas. Jackie também é lembrada como uma ótima companhia. Graças a adolescência trabalhando em grandes lojas em Paris, obteve grande conhecimento sobre moda, aprimorando seu estilo definido por muitos como "chique-despojado", estilo que influenciou e influencia pessoas do mundo inteiro.

Depois da morte de Patrick Kennedy (seu filho) em agosto de 1963, Jackie se afastou da Casa Branca. O presidente sugeriu que ela visitasse sua irmã na Europa como uma maneira de recuperar-se da grande perda. Jackie passou um considerável tempo relaxando na região do Mediterrâneo durante o outono. Ela e sua irmã foram convidadas ao iate do magnata Aristóteles Onassis durante este período. Ela fez sua primeira aparição oficial em Novembro, quando John Kennedy pediu a ela para viajarem ao Texas, com a finalidade de fazer propostas de campanha. No dia 22 de Novembro de 1963, em Dallas, Jackie estava sentada ao lado John na limusine quando ele levou um tiro e morreu. O veículo estava passando por perto de muitas pessoas. Ela deixou a nação de luto enquanto o corpo do presidente, num caixão, estava sendo levado de um serviço funerário na Catedral de St. Matthew (Washington) para o Cemitério Nacional de Arlington, onde Jackie acendeu a chama eterna do túmulo de seu finado marido. O tablóide britânico Evening Standard escreveu: "Jacqueline Kennedy deu ao povo americano uma coisa da qual eles sempre careceram: grandeza."

Em 20 de Outubro de 1968, Jacqueline Kennedy casou-se com Aristóteles Onassis, um magnata grego, em Skorpios, Grécia. Quatro meses e meio antes, seu cunhado, o senador Bob Kennedy, fora assassinado em Los Angeles. Naquele momento, Jacqueline acreditava que ela e seus filhos haviam se tornado "alvos" e que deveriam deixar os Estados Unidos. O casamento com Onassis parecia fazer sentido: ele tinha dinheiro e poder para garantir a proteção que ela quisesse, enquanto que ela tinha o status social que ele almejava. Aristóteles Onassis havia terminado seu romance com a diva da ópera Maria Callas para desposar Jackie, que desistiu da proteção que, como viúva de um presidente, recebia do Serviço Secreto.

Por um tempo, o casamento arranhou a reputação de Jackie, pois para muitos ela abandonara a imagem de "eterna viúva presidencial". Entretanto, outros entenderam este casamento como o símbolo da "mulher norte-americana moderna", que lutava por seus interesses financeiros e por proteger sua família. O casamento inicialmente pareceu ser bem-sucedido, mas o estresse logo se tornou aparente. O casal raramente passava tempo junto. Embora Onassis tenha tido uma boa relação com seus enteados Caroline e John, Jr. (o filho de Aristóteles, Alexander, incentivou John a pilotar aviões; ironicamente, ambos morreram em acidentes aéreos), porém Jacqueline não se dava com sua enteada Christina Onassis, que passava a maior parte de seu tempo viajando e fazendo compras.

Onassis estava planejando se divorciar de Jacqueline quando morreu em 15 de Março de 1975; Jacqueline estava com seus filhos em Nova York. Sua herança havia sido substancialmente diminuída por causa de um acordo pré-nupcial e por uma legislação que Onassis fez o governo grego aprovar, a qual limitava a fortuna que uma esposa não-grega e sobrevivente poderia herdar. Jacqueline entretanto negociou com Christina que acabou concordando em dar a Jackie algo em torno de 26 milhões de dólares, em troca de que ela abrisse mão de qualquer reivindicação do Império Onassis.

Com a morte de Onassis em 1975, Jacqueline ficou viúva pela segunda vez e, com o amadurecimento de seus filhos, Jackie pôde voltar a trabalhar e aceitou um emprego como editora na casa editora Doubleday, porque sempre havia gostado de literatura e de escrever.
Nos fim dos anos 70 até seus últimos momentos, o industrial e mercador de diamantes Maurice Tempelsman, um belga que vivia separado de sua esposa, foi seu companheiro. Ela normalmente corria e fazia ginástica perto do Central Park. Em janeiro de 1994, Jacqueline foi diagnosticada com câncer linfático. Seu diagnóstico veio ao público em fevereiro. A família estava inicialmente otimista, e Jackie parou de fumar com a insistência de sua filha, mas continuou a trabalhar. Em abril de 1994, o câncer avançou, e ela saiu do hospital Cornell e foi para sua casa em 18 de Maio do mesmo ano. Muitos simpatizantes, turistas e repórteres ficaram na rua de seu apartamento na 1040 Fifth Avenue, e ela morreu durante seu sono às 10:15 da manhã numa sexta-feira, em 19 de Maio, aos 64 anos


Nenhum comentário: