segunda-feira, 30 de junho de 2008

1968

Há 40 anos explodia o auge do ano que desperta tantos sentimentos complexos e enigmáticos.. um ano inesquecível em todos os sentidos. 1968 é um verdadeiro mito, tudo estava ali, tudo explodiu ali.. como pode, como foi, qual o motivo? Cada um tem a sua interpretação e na verdade todas elas valem.. todas elas se complementam e é esse espiríto de que tudo é permitido o grande incentivador de uma geração que fez e aconteceu.. e que aliás continua fazendo. Ainda estão vivos nos atormentando com seus fantasmas heróicos e cobrando uma atitude urgente contra essa cegueira generalizada. Qual? Simplesmente de comportamento, de história, de ação, de pensamento.. Não acredito que nada fazemos ou produzimos, não.. isso definitivamente não é verdade.. mas, o que acontece é uma omissão de mudança.. é uma preguiça de pensar mais adiante.. é uma preguiça de fazer até o que se pensa e acredita.. olha, e nao sei pq.. A tecnologia, a facilidade, as inovações viraram nossas inimigas.. elas despertam uma sensação de que tudo está criado, uma sensação de deixar pra depois.. e tudo é prontamente justificado e desculpabilizado pela mídia, pela publicidade, pela lavagem cerebral que nos fazem.. tudo permanece nos conformes. Sabemos de tudo um pouco, mas não sabemos de nada com profundidade.. Será que isso é o melhor caminho? Será que é realmente melhor assim? Acho difícil..



Penso que não devemos olhar só com nostalgia, saudade ou querendo que aquela juventude rebelde e mágica volte de uma hora pra outra.. ou que esse espiríto de mudança nos arrebate e uma revolução exploda.. não não.. longe disso.. Acho que o melhor caminho é a sublimação, a ARTE.. a Arte de viver, de colocar em tudo o que você faz o seu pensamento, a sua marca, o seu protesto.. cada um da sua maneira, com a sua proposta, com respeito por tudo e por todos.. A idéia é usar a revolta a meu favor, a idéia é abrir o coração e transformar cada batida em uma obra viva.






Paz e Ação.

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